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Estudos de Futuros: o campo que pesquisa aquilo que ainda não existe
Por muito tempo, os Estudos de Futuros foram associados quase exclusivamente à previsão de tendências ou à construção de cenários. Essa visão, embora compreensível, tornou-se insuficiente para descrever a complexidade e a sofisticação que o campo alcançou nas últimas décadas. Hoje, os Estudos de Futuros constituem uma das áreas mais dinâmicas e transdisciplinares do conhecimento contemporâneo, reunindo contribuições da sociologia, ciência política, economia, antropologia, psi

Wellington Porto
15 de jun.5 min de leitura


Por que o mundo voltou a olhar para a América Latina?
Durante boa parte do século XX, a América Latina ocupou um lugar relativamente previsível na geopolítica global. A região era observada por sua abundância de recursos naturais, por seus ciclos econômicos, por sua instabilidade política ou por seu potencial de crescimento. Era frequentemente tratada como uma promessa: um território de oportunidades futuras, mas raramente como protagonista das grandes narrativas que definiam os rumos do planeta. Nos últimos anos, esse cenário c

Eduardo M. de sá
6 de jun.5 min de leitura


Inovação e Foresight: construindo futuros com direção
Poucas palavras ganharam tanta relevância nas últimas décadas quanto inovação. Ela se tornou sinônimo de progresso, competitividade e transformação. Empresas passaram a organizar suas estratégias em torno da capacidade de inovar. Governos criaram políticas para estimular ecossistemas de inovação. Universidades, startups e centros de pesquisa passaram a ocupar papel central na busca por soluções capazes de responder aos desafios contemporâneos. Durante muito tempo, essa associ

Eduardo M. de sá
6 de jun.3 min de leitura


Manifesto - Brasil Futures Forum
O futuro não cai do céu. Ele nasce de um chão. Nasce da memória que o tempo tentou apagar. Do corpo que aprendeu a resistir. Do território que, mesmo ferido, ainda ensina a viver. Durante muito tempo, disseram que o futuro tinha um único centro. Que ele viria de fora, com língua dominante, selo de novidade e promessa de eficiência. Disseram que ao Sul cabia seguir, adaptar, acelerar, imitar. Nós recusamos essa ideia. Porque o futuro não é monopólio. E a imaginação não é privi

Wellington Porto
20 de mai.2 min de leitura


Brasil Futures Forum nasce ancorado em duas Cátedras UNESCO
Durante as duas últimas décadas, a transformação digital reorganizou mercados, comportamentos e modelos de negócio. Mas algo começou a mudar, e mudar rápido. Hoje, o eixo da transformação volta a tocar o chão: energia, clima, cidades, saúde, biodiversidade, alimentação, transição produtiva, longevidade e novos pactos sociais. A agenda tornou-se novamente material, territorial e sistêmica, essencialmente civilizacional. É nesse contexto que o Brasil Futures Forum nasce ancorad

Wellington Porto
18 de mai.3 min de leitura


O RIZOMA
Futuros se constroem em rede Durante muito tempo, o mundo foi interpretado a partir de estruturas lineares: Causa e efeito. Início, meio e fim. Caminhos únicos, direções previsíveis. Mas essa lógica já não dá conta da complexidade contemporânea. Os sistemas que moldam o presente: cultura, clima, economia, tecnologia, política, não operam de forma isolada. Eles se conectam, se influenciam e se transformam continuamente. Futuros, nesse contexto, não seguem uma linha. Eles se fo

Eduardo M. de sá
28 de abr.2 min de leitura


GOVERNANÇA, FORESIGHT E DESIGN DE FUTUROS
Futuros são construídos por decisões Futuros não acontecem. Eles são construídos a partir de escolhas feitas no presente. Em um mundo marcado por incerteza crescente, complexidade sistêmica e transformações aceleradas, a capacidade de tomar decisões orientadas ao longo prazo se torna um dos principais desafios contemporâneos. Entre incerteza e complexidade, antecipar deixa de ser opcional e passa a ser essencial. Foresight: ampliar o campo do possível O foresight surge como u

Eduardo M. de sá
21 de abr.2 min de leitura


TECNOLOGIAS PARA FUTUROS REGENERATIVOS
Tecnologia nunca é neutra: quem define sua direção define os futuros A tecnologia é frequentemente apresentada como uma força inevitável. Algo que avança, evolui e transforma o mundo de forma quase automática. Mas essa visão esconde um ponto central: Tecnologia não é apenas ferramenta. Ela é escolha sobre o mundo que queremos construir. Toda tecnologia carrega decisões sobre como organizamos a vida, como distribuímos recursos e quais futuros se tornam possíveis. Entre imagina

Eduardo M. de sá
21 de abr.2 min de leitura


ECOSSISTEMAS E REGENERAÇÃO DA TERRA
Regenerar a Terra: reconstruir relações em um mundo interdependente A crise que vivemos costuma ser descrita como ambiental. Mas essa descrição, embora correta, é incompleta. O que está em colapso não é apenas o clima, a biodiversidade ou os recursos naturais. O que está em ruptura é a forma como nos relacionamos com os sistemas vivos que sustentam a vida. o planeta responde diretamente a essa desconexão. Sistemas vivos não operam em isolamento Ecossistemas não funcionam de f

Eduardo M. de sá
20 de abr.3 min de leitura


ARTE E ECONOMIA CRIATIVA
Onde futuros ganham forma: arte, linguagem e a construção do possível Futuros não começam como sistemas. Eles começam como percepção. Antes de se tornarem políticas, tecnologias ou estruturas econômicas, futuros emergem como imagens, sons, gestos e narrativas. Eles se formam naquilo que pode ser visto, sentido, compartilhado e reconhecido coletivamente. O mundo, antes de ser sistema, é linguagem . E é nesse território que a arte opera. A arte como campo de deslocamento A arte

Eduardo M. de sá
20 de abr.3 min de leitura


FUTUROS ANCESTRAIS
Futuros ancestrais: expandir o campo do possível a partir de outros sistemas de conhecimento Durante muito tempo, o futuro foi pensado como uma ruptura com o passado. A ideia de progresso se construiu sobre a noção de superação: deixar para trás formas anteriores de conhecimento em direção a sistemas considerados mais avançados, mais racionais, mais eficientes. Mas essa narrativa começa a ser tensionada. Em um mundo marcado por incertezas profundas e crises interligadas, cres

Eduardo M. de sá
20 de abr.3 min de leitura


REGENERAÇÃO PLANETÁRIA
Regeneração planetária: ir além da sustentabilidade para reconstruir futuros possíveis Durante décadas, a sustentabilidade orientou grande parte das agendas globais. Reduzir impactos, otimizar recursos, minimizar danos. Esses princípios foram fundamentais para frear processos de degradação e estabelecer limites para o crescimento. Mas, diante da escala e da complexidade dos desafios atuais, esse modelo começa a se mostrar insuficiente. O planeta já não enfrenta crises isolada

Eduardo M. de sá
20 de abr.3 min de leitura


INTELIGÊNCIA CULTURAL E TERRITORIAL
Futuros nascem dos territórios Durante muito tempo, imaginar o futuro foi entendido como um exercício distante do território. Projetava-se o amanhã a partir de modelos abstratos, dados globais e centros concentrados de decisão. O futuro era pensado como algo universal, muitas vezes desconectado das realidades locais, das culturas e das formas diversas de viver no mundo. Esse modelo começa a mostrar seus limites. Em um cenário marcado por múltiplas crises: climáticas, sociais,

Eduardo M. de sá
20 de abr.3 min de leitura
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